terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Texto Martha Medeiros - Miss Imperfeita

Eu não sirvo de exemplo para nada, mas se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer!
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria
modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem...
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que se lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela..
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

(Martha Medeiros)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Dizes porque te amo

Dizes porque te amo

Calei-me na voz,
Quase embargada
Que elevou-se no calor de um fim de dia
Um salto,
Uma quentura que brotou trotando do estômago
A pôr terra
A pôr humus sobre as sementes
Quisera, pois,
Quisera
Tratar-se de um horto ou de uma vinha
Mas não era…
Nem terrena, nem marinha
Nem a causa era daninha
E digas
Ou te cales
Mas não penses,
Não penses muito pois às vezes
O pensar é terreno fértil
E alimenta o desgosto
Digas se está a teu gosto
A minha vida,
A minha história,
A minha memória
Quem sou, existe aqui e agora
Os porques do meu amor
Não se expressam
Nem convergem
A uma explicação simples e barata
Não é à toa
Eu respiro,
Existo,
Sinto
Não é à toa…


Anto 15/02/09

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Bento

O Bento


E alguém chegou
Trazendo aos ombros o fardo da saudade
Uma que nem sequer sabia ter…
Nem eu.

Imagina!
Viu num retrato
Naquela antiga foto de menina
A mulher de hoje
Igual no sorriso,
Do jeito e dos trejeitos,
Ao brejeiro ataque de riso…

Já me conheces tanto
Como às vezes nem eu mesma
Entendo ser possível.
E naqueles idos e vindos do colégio
Quem haveria de pensar
Que após tantas reviravoltas
Bastaria um instante em nossas vidas…

O tempo de um sorvete,
Uma volta e meia pelo parque,
As cartinhas do nosso amigo adolescente
E as lágrimas vertidas em função não de tristezas
Mas de nossas felizes gargalhadas,
Que não davam conta de tantas memórias.

Revelada,
Restou apenas a certeza
De que trouxemos conosco as histórias
Levamos adiante os destinos,
E num golpe de extrema sorte,
Após o tempo,
Que pareceu tão rápido quanto infinito
Ainda podemos conduzi-los nas mãos.


Anto 03/02/09

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sem título


Sem título

Aurora, surge dia após dia
Mais cedo, ou mais tarde, depende
O horizonte, dono de um espetáculo só dele
Vivo, nas horas e nos minutos de cada manhã
Onde pairo os olhos por um momento, silente
Ciente de que estás por perto
E estarás sempre, sempre…



Anto 30/01/09


Aconchego

Aconchego

Foi-se
Em turbulenta tempestade
Que toda a insanidade
Minha, só minha
Fez-me ainda melhor
De ruim teve esse gosto
Um resquício de desgosto
Deixado do lado de fora
Claro,
Sinto-me só
Desprotegida das asas do aconchego
Afastada do teu ninho
No qual sempre estive quieta
Para não despertar os maus espíritos
E tu?
Te sentes protegido?
Ou foi-se, também banido,
Acompanhado pela tua solidão?
Ora,
Cada qual segue um caminho
E a busca uma hora cessa
Sem que necessária seja a pressa
De encontrar outro bom lugar para estar


Anto 03/11/08

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Minha casa


Minha casa

Antigas venezianas
Batendo contra o batente
Ao sabor do sopro, um vento sul
Inesperado
Quando o caprichoso céu,
Inalterado
Retinto de um tal cinzento-azulado
Se reveste com pesadas nuvens
Pairando ao acaso no telhado vermelho-limo
A prenunciar o choro das estrelas
Logo mais, no ângulo das cumeeiras
Que convidam ao silencioso andar felino

Observo quieto
Minha casa de branco vestida
A casa onde vivi o nascer
E passei uma feliz e completa vida
A brilhar com a chuva que lhe cai aos ombros
E sacolejar de leve quando os raios riscam o céu
Explodindo em luminosos estrondos
Enquanto as quatro paredes conversam entre si
Erguida, permanece fincada ao chão
Escutando a pingadeira a receber chuva fresca
Nestes abrasadores dias de verão



Anto 26/12/08


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Primeiro dia de 2009


Primeiro dia de 2009.

Na última meia hora de 2008, depois dos cochilos devidamente interropidos pela contagem regressiva nem um pouco comedida de minha filha ao pé do meu ouvido, acordo sobressaltada com um telefonema da Bahia, de qualquer canto próximo da Praia do Forte que não cheguei a entender por razões óbvias.
Ao fundo, um som de ilê-ayê misturado ao axé “de” Chiclete, burburinho e risadas ao fundo, mal se escutava quem estava do outro lado.
Então um Feliz Ano Novo adiantado, porque depois da meia-noite seria impossível.
Ok, valeu bichinha, ou bichinhos, que estavam lá reunidos para pular as tais sete ondas, acender suas velas e jogar rosas brancas para Iemanjá.
Bons pedidos, boas vibrações para o novo, em meio aos agradecimentos pelas boas coisas do ano velho.
Que bom, alguém pensa por mim, fico tranquila, sossegada, me sentindo segura e amada.
Nesse meio tempo, no embalo daquele pré-soninho, 3-2-1 e… fogos!
Dormir é missão impossível, mas quem é que manda ter sono justamente na passagem de ano?
Calma aí que não sou esquisita, nem neurótica. Sono para mim é um bem precioso, só isso.
Hoje cedo, porém, já consegui retribuir os três votos mais importantes e é isso que importa. Renovar todos os dias, com fervor e amor no coração.
Partindo do princípio que os rituais são necessários, mas não me levam ao fanatismo propriamente dito. Falhei no meu tradicional adeus ano velho, mas sem peso na consciência. Compensarei de outro modo.
De outro lado, as origens sempre inspiradoras pedem seu registro.
Então, querida Pat, como atividade de início de ano, dei aquela espiada no seu blog e descobri uma preciosidade a qual peço licença para trancrever aqui pois a informação nunca é demais.
Apesar da mistureba do sangue, um fato muito relevante para mim é que nasci sob os auspícios do Bonfim, portanto me sinto agraciada pelos bons ares da terrinha.
Segue abaixo um pouco do baianês, lingua oficial da Bahia (http://desciclo.pedia.ws/wiki/Baian%C3%AAs-Soteropolitano)
No mínimo interessante. Muito massa!



A pronúncia
Ao contrário do que muitos pensam, o Baianês não é falado lentamente, mas sim cantando. Não existe o gerúndio, mas sim o gerúnio: o "d" no "-ndo" é excluído, o que resulta em falano, correno, ao invés de falando ou correndo.
Em baianês, uma frase nunca é concluída. Existem alguns verbos novos, como "bora" ou apenas "bó", que significa "vamos" (acompanhe a evolução: originalmente "vamos em boa hora" - "Vamos embora" - "Vumbora" - "'Bora" - "Bó") e também pode ser dito em forma repetitiva-poética como "borimbora" ("Vumbora embora") . Os exemplos abaixo só corroboram que existe uma capacidade inata no baiano em poupar energia. O caso clássico consiste na evolução do "Vossa Mercê" em "Vosmissê", após no já comum "Você", então no atualmente utilizado "Cê" e já foram encontrados casos de comunicação natural através do "Rummm" (som de grunido).


Algumas frases cotidianas
"E aí sacana?!" - Olá amigo.
"E aí carniça?!" - Olá amigo.
"Colé, meu bródi!" - Olá, amigo.
"Colé, miserê!" - Olá, amigo.
"Colé, meu peixe" - Olá, amigo.
"Colé, men!" - Olá, amigo.
"Diga aê, disgraça!" - Olá, amigo.
"Digái, negão!" - Olá, amigo. (independente da cor do amigo)
"E aí, viado!" - Olá, amigo. (independente da opção sexual do amigo)
"E ae, meu rei!?" - Olá amigo.
"Ô, véi!" - Olá amigo.
"Diga, mô pai!" - Oi para você também, amigo!
"E ai, miserê!" - Olá, amigo!
"ÊA!" - Olá, amigo.
"Colé de merma?" - Como vai você?
"É niuma, miserê" - Sem problemas, amigo.
"Relaxe mô fiu" - Sem problemas, amigo.
"Beléssa negáun" - Sem problemas, amigo.
"Cê tá ligado qui cê é minha corrente, né vei?" - Você sabe que é meu bom amigo, não é?
"Bó pu regui, negão?" - Vamos para a festa, amigo?
"Aí cê me quebra, né bacana" - Aí você me prejudica. Não é, amigo?
"Aooonde!" - De modo nenhum!
" Coleh, minha força?? ! - Como vai, amigo?
"Quem é doido?" - De modo nenhum!
"Aquele viado vive filando aula" - Aquele menino vive cabulando/faltanto a aula
"Vô ali ni umaz i ôta martigá um negocíum" - Vou na residência de uma mulher, em visita de caráter libidinoso.
"Vô quexá aquela pirigueti" - Vou paquerar aquela garota.
"Vô dirrubá aquela piveta" - Vou paquerar aquela garota.
"Vô cumê água" - Vou beber (álcool).
"Colé de merma ?" - O que é que você quer mesmo? (Caso notável de compactação!)
"Eu tô ligado que cê tá ligado na de colé de merma" - Estou ciente do seu conhecimento a respeito do assunto.
"Aquele bicho tira uma onda da porra". - Aquele sujeito é um fanfarrão.
"Tá me tirando de otário é?" - Está me fazendo de bobo?
"Tá me comediando é?" - Está me fazendo de bobo?
"Tá me tirando de mueda de 10 centavos?" - Está me fazendo de bobo?
"Se plante!" - Chamada ao combate físico
"Vô meté mão" - Avisando que vai bater
"Se bote ae, vá!" - Chamada ao combate físico
"Eu me saí logo" - Eu evitei a situação.
"Brocar" - Se sair bem em algo, realizar algo com sucesso.
"Shhh...Ai, mainhaaa" - Até hoje não se sabe a tradução. Sabe-se apenas que nas músicas de pagode, o vocalista está excitado com sua respectiva amante.
"Oxe!" - Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.
"Lá ele!" - Eu não, sai fora, ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar.
"Lasquei em banda!" - meteu sem dó nem pena.
"Biriba nela mô pai" - Manda ver! (no sentido sexual da coisa)
"Ó paí ó" - Olhe para aí, olhe! - Essa espressão foi utilizada pela primeira vez pelo capitão português Manoel da Padaria a frente da Nau Bolseta, que por infortúnio (leia-se burrice) perdeu-se da frota portuguesa no caminho para as índias e veio parar na Bahia. Desde então foi resgatada pelo povo baiano, assíduo leitor de Camões, já que trata-se de um texto apócrifo d'Os Lusíadas, que nem os portugueses sabiam (Nenhum jamais concluiu a leitura do clássico). É muito usada por aqui, tanto que virou filme, peça teatral, música, marca de refrigerante, água de coco, barzinho, cerveja, igreja...
"Num tô comeno reggae!" - Não estar acreditando ou dando muita importância.
"Num tô comeno reggae de (fulano)!" - Não estar com medo de provocação/ameaça de (fulano)
"Me faça uma garapa!" - Me poupe
"É o que rapaz?? " - Expressa surpresa, indignação
"Cê sabi que eu num como esse agá" - Não estar acreditando ou dando muita importância.
"Tome na sequencia misêre" - Tomar o troco de algo ruim que você fez
"Vou abrir meu gás" - Vou embora
"Eu quero prova e R$ 1,00 de Big-Big!" - O mesmo que a expressão acima. O "Big-Big" é um chiclete muito valorizado por pessoas de todas as classes.
" O reggae foi massa!" - A festa foi boa
" Cê é abestalhado é, vey? " Você é bobo é, rapaz?
"Namoral, vey...se saia aew" - Sai daqui, agora
"Uisminoufai!" - Bebiba mais conhecida como "Sminorff Ice". Também é uma música do grupo de pagode (desta mesma terra) chamado "Pagod'art".
"Deixe de onda, vey!! " - Deixe de frescura
"Deixe de viadagi"- Deixe de frescura
"Mininu, num bata nos filhu duzôto" - Filho, não bata no filho dos outros
" Vou ali armar um esquema" - Ir paquerar, ou fazer algo que não se possa comentar
"Sai do chão!" - Frase típica e predileta das bandas de axé. O intuito da mesma é de que indivíduo se agite e curta o som tocado em questão.
"Rumaláporra!" - Agir violentamente contra alguém ou algo.
"Porra!" - expressão de surpresa
"Pooorra!" - expressão de admiração
"Porra!" - expressão de raiva
"Porra!" - expressão de alegria
OBS - Existem mais de 5000 diferentes usos para o verbete "porra" em Salvador incluindo nestes o uso do "porra" como uma vírgula, no caso da frase: "... mas porra tava dificil cuma porra".
"Vey!" - usado para chamar a atençao da pessoa com quem está falando.
"Veey" - aviso para alguém ter cuidado com algo.
"Veeey!" - expressa de discordância.
"Veeeey!" - expressão de surpresa.
"Veeeeeey" - expressão de facinio.
OBS - Existem mais de 10000000 diferentes usos para o verbete "vey" em Salvador.
"Vou pica-le a misera" - Agir violentamente contra alguém ou algo.
"Picá a porra!" - Agir violentamente contra alguém ou algo.
"Rumaládisgraça" - Agir violentamente contra alguém ou algo.
"ei, ó o auê aí ô" - tida como unica frase universal a utilizar apenas vogais e ter sentido completo, significa 'parem de baderna.'
"Bó batê o baba" - Chamar os amigos para uma partida de futebol - O "Baba" subentendido é um esporte similar ao futebol,com algumas diferenças: a bola por exemplo pode ser qualquer tipo de material esférico, que vai desde cocos(fruta tipica) até tua mãe. O lugar onde irá acontecer o baba preferêncialmente tem que ser uma área retangular-plana, mas como isso é raro em Salvador(a não ser nos prédios da Pituba) qualquer lugar serve!
"Bó pro reggae" - Chamar os amigos para a balada
Salvador é também conhecida por ser uma cidade cujo dialeto deu um LAR aos mais diversos impropérios do cancioneiro popular local, possivelmente você um dia já foi convidado a visitar "A casa da porra", "a casa do caralho", "a casa da desgraça"!
Lá também existe a "Casa de Noca" que ninguém sabe onde fica, mas sabe-se que lá sempre o "couro come".
"Peguei uma Ponga" - Pegar carona, embarcar na idéia de alguém, pegar ônibus ou trem em movimento
"Hoje eu to na bruxa" - Hoje eu to muito loco
"Num sei que, parará, caixa de fósforo" - Quando se quer dizer etc. Ex.: "Aquele fila da puta do Janescro, disse que fez, aconteceu, num sei que, parará e caixa de fósforo com Edilene."
" Ô injura, vá ali no Bompreço" - Por favor filhinho, você pode ir no mercado?
"Fulano é um Zé ruela" - O cara é um babaca
"Deixe de chibiatagem" - Pare com essas atitudes frescas
"Tomo o Bob Nelson" - Ato de ser traído, trocado por outra pessoa com interesses sexuais
"Na mão grande" - Algo feito com poucos recursos, na marra
"Feito a culhão" - Algo feito com poucos recursos, na marra
"Recebi Foi a Galinha Pulando" - Problema ou situação inesperado de alto grau
"Rapaz, nem fudeno" - Não farei algo ou irei para lugar algum
"Quem vai é o cuêio" - Espressão para "Quem vai e o coelho"
"Cê vai cai no pau mermão!!" - Você vai apanhar cara!
"Bó vazá véi" - Vamos embora
"Deu um pé de pica da porra!" - Deu uma grande confusão
"Me tire de pobrema, vu!" - Não me envolva nisso!
"Parta a mil, parta vuado!" - Expressão que denuncia situação periculosa e inesperada.
"Vou chamar minha barrera" - Vou chamar meus amigos.
"Vô pegá a pista" - Estou indo embora.
"Vô pegá a BR" - Estou indo embora.
"Que porra é essa?" - O que é isso?
"Porra ninhuma" - Expressa dúvida sobre determinado assunto.
"Sai daí Fulera(o)" - Você esta errada amiga!
"Sei lá de quê" - Complementação de um caso
"Sai de bolo que você não é fermento" - Não se envolva porque você não tem nada a ver com isso.
"Dei o zignau" - Faltei a um compromisso ou contornei uma situação desagradável.
" Toma essa sopa de garfo" - problema inesperado
"Dei um ninja" - Escapei de um compromisso ou algo desagradável.
"Joguei" - Desferi um soco.
"Si jógui" - Enfrentar alguem.
"Vista sua roupa de macaco e dê seus pulo" - O problema é seu.
"Pô véi, tô in aguas!" - Poxa amigo, estou alcoolizado!
"Rapaiz!!!" - Que legal!!!
"Rapaiz!!!" - Será?
"Rapaiz!!!" - Entenda!!!
"Rapaiz!!!" - Não sei não...
"Rapaiz" - Pode ser usado como ameaça.
OBS - Existem mais de 10000 diferentes usos para o verbete "Rapaiz" em Salvador.
"Vou batê um banho" - Vou tomar banho.
"Essa bóia tá gostosa pra daná" - Esta comida está deliciosa.
"Tô tranpanu como quê" - Estou trabalhando muito.
"De oooooooooouji!" - Expressão dita estalando os dedos e balançando a mão, referindo-se a algo acontecido há muito tempo.
"Viu sacana? u-um!" - Expressão usada para afirmar quando algum indivíduo faz alguma ação infeliz, ou sofre algum impecílio (Equivalente ao "Aí ó!Se fudeu").
"Vo mi imbora pa Sum Paulo" - Futuro frequentador do Patativa e do " Shoppis " Interlagos ou Intercoco!!
"Fui Mandar o Telegrama" - Fui Defecar
"Bó Pu Xopis?" - vamos ao shopping
"Bó Pu Iguat (ou Iguatz) " - vamos ao Iguatemi (shopping)
"Bó Pu Ssa" - vamos ao Salvador Shopping
"Simbó cumpadi" - vamos
"Ô minha cumadi?" - que negocio é esse?
"Ói" - OLHE
"Fui comprar uns bagulho ai" - fui comprar umas coisas
"Colé baêa?" - iai amigo (independente do time ou as vezas colé vitoria mais baêa é o tradicional)
"Diga ai mãe" - e ai amiga
"Pô pai" - pô cara,amigo...
"Feche sua cara" - não se exiba
"Feche sua cara" - me respeite
"Se respeite" - Me respeite
"Vai descer hoje?" - Vai a tal lugar hoje?
"E ai piri?" - Oi amiga!
"De boa!" - Ok, tudo certo.